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Número de mortos pelas chuvas na Ilha da Madeira, em Portugal, atinge 40.

Número de mortos pelas chuvas na Ilha da Madeira, em Portugal, atinge 40.

Mais de 120 pessoas se feriram, e há vários desaparecidos.
Equipes vindas do continente vão ajudar nas buscas.

Equipes de resgate encontraram mais corpos neste domingo (21), e o número de mortos pelas enchentes na Ilha da Madeira, em Portugal, subiu de 38 para 40. Mais de 120 pessoas estão feridas, ao menos dois em estado grave, e há um número não determinado de desaparecidos.
Francisco Ramos, secretário regional para Assuntos Sociais, disse que o número de mortos pode subir, pois as buscas continuam. Equipes vindas do continente, inclusive do Exército, vão ajudar no resgate.
As enchentes e os deslizamentos de terra atingiram o arquipélago do Oceano Atlântico no sábado, destruindo pontes, bloqueando estradas com pedras e lama e deixando localizadas isoladas na ilha atlântica, que tem cerca de 250 mil moradores e é um popular destino turístico português.
Pedro Barbosa, vice-diretor do Serviço Regional de Defesa Civil, disse à Reuters que a vila Curral das Freiras ainda estava sem comunicação e só pode ser contatada por rádio.
A chuva alagou ruas de Funchal, capital do arquipélago, que fica 900 km ao sudoeste de Lisboa.
Mais de 250 pessoas tiveram suas casas destruídas e precisaram ser levadas a abrigos providenciados pelas autoridades locais. Carros foram arrastados pela correnteza.

Alberto João Jardim, líder do governo regional, disse não ter ocorrido "nenhum incidente grave" envolvendo o setor de turismo da ilha. Muitos dos turistas na Ilha da Madeira, que realizou o popular desfile de carnaval na última semana, são britânicos aproveitando a semana de férias escolares. "O nosso hotel não está lotado no momento, mas temos muitas pessoas de toda a Europa: britânicos, holandeses, alemães. Graças a Deus, todo mundo está seguro e pelo que sabemos não houve vítimas entre os turistas em outros lugares," disse um recepcionista no Hotel Windsor, no Funchal, que não quis ser identificado.

Muitos turistas no Funchal, no domingo, estavam tirando fotos dos estragos, com a melhora do tempo. "O hotel está vazio agora, todos estão nas ruas," disse um funcionário da administração no hotel Monte Carlo.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, visitou Madeira, na noite de sábado, e prometeu "toda a ajuda que o governo regional precisar nesta grave situação."

Um avião de transporte militar com as equipes de resgate, incluindo mergulhadores, deveria chegar a Funchal, no domingo. Uma fragata da Marinha estava a caminho da ilha para ajudar nas buscas e na reconstrução de pontes. •.
Meteorologistas portugueses disseram que a quantidade de chuva no sábado foi superior à média, mas que não deve chover forte nos próximos dias na região.
Em declarações à imprensa portuguesa, o prefeito de Funchal, Miguel Albuquerque, disse que várias de suas avenidas principais e bairros estão completamente intransitáveis. As regiões mais baixas da cidade e dois de seus principais shoppings tiveram que ser esvaziados.

Devido aos ventos de até 100 km/h, o tráfego aéreo foi desviado para as Ilhas Canárias, a menos de 400 quilômetros de distância.

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